“… Li um livro em que a personagem, toda sexta feira voltava do trabalho, comprava uma garrafa de vinho, pegava uma pilha de livros e revistas, entrava na banheira com o kit: vinho, livros, revistas, desligava o telefone e passava o final de semana inteiro assim. Ela na banheira lendo, isolada do mundo.
Um pouco deprê, mas me identifiquei. Há momentos que estamos para dentro e outros para fora. Momentos de expansão e de retração. De troca e de maturação.
Tem vezes que você só já é muita gente. São tantas idéias, maluquices, teorias, sonhos, vontades, que não cabe mais ninguém. Apenas eu e eu nos entendendo, colocando as coisas em ordem, o papo em dia, falando sozinha, organizando interna e externamente.
(…)
É só você precisando de tempo, tempo de se olhar, se escutar e se cuidar.
Saber aceitar esses momentos sem culpa e se afastar para poder voltar com energia, e disposição para as trocas - importantes e fundamentais - merecedoras de sua atenção e dedicação para existirem de verdade e com qualidade.”
”Roubei” (com a devida autorização da autora) esse texto do blog http://www.jujugabiroba.blogspot.com/. Acredito piamente nos momentos de maturação. Eles vêm e vão durante a vida toda. Por aqui, estamos acabando um desses momentos de maturação (e inquietação) e em breve vamos aos de troca. Se preparar para uma feira, criar uma linha nova, pra mim, é maturar. Desenho quietinha, quentinha. Expor tudo aquilo que foi feito é, literalmente, ir para o mundo. É trocar.
Estamos a caminho.
Blog Jujugabiroba da jornalista Julia Comodo.


Quando se passa um tempo da vida em determinado lugar, ainda que voltemos para casa, alguns vínculos permanecem. Amigos queridos, lembranças que parecem mais vivas e atuais do que o almoço de ontem, cheiros inesquecíveis e, por que não, alguns contatos. A Index Design (uma editora de Barcelona que só edita livros de design) me procurou para participar desta edição sobre comunicação infantil. Isso aconteceu em 2007, quando o nosso banco Zoo ainda era o filho único da linha Kids. Nessa semana recebi um exemplar do Growing Graphics. Um livro todinho recheado com o melhor da comunicação infantil do mundo todo. Tudo aqui foi pensado para os pequenos ou, pelo menos, adaptado. O livro todo é lindo, e ainda vem com um “medidor de criança”, com a altura x idade dos filhotes. Uma graça! O livro pode ser comprado pelo site da própria Index Book (www.indexbook.com)
Um livro de design, espanhol e com o nosso banco! Parece perfeito, não?
Growing Graphics - Design for kids (Castellano)
Temática: Diseño Gráfico
Por: Vicky Eckert, Efrén Zúñiga y Ana Freixa
Editorial: Index Book
Año: 2009


A Jaya! mora em um predinho de três andares. Nele existem alguns escritórios e, no andar de baixo, acaba de inaugurar um restaurante de um chef renomado. O mais bacana de estar em um prédio pequeno é o intercambio que acaba acontecendo entre os vizinhos. Sabe quando antigamente (será que alguém ainda faz isso hoje?) batíamos na casa ao lado para pedir um pouco de açúcar? Pois é, por aqui o açúcar pode ser muitas coisas. Uma opinião em um desenho, uma mão numa situação de emergência, um pouco de sal para a pipoca da tarde, algumas boas risadas para amenizar a rotina, um banco de colorir para os filhos… e até um imã de geladeira que enfeita a cozinha de um recém inaugurado restaurante.
Essa é uma matéria que saiu na revista Prazeres da Mesa sobre o Cosí e, principalmente, sobre o chef Renato Carioni, que comanda as panelas. E esse é nosso imã, lá no cantinho, colorindo a geladeira do comentado restaurante.
É muito bom estar por perto nas conquistas dos amigos. É muito bom poder dar e receber porções de açúcar por aí.
Cosí - tel. 3826.5088

Que o papelão caiu nas nossas graças, todo mundo já sabe. Mas o que nem todo mundo sabe é que no mundo do papelão quase - por que tudo na vida tem limite - tudo pode. Tenho um carinho especial por esse projeto. Primeiro por que a idéia é realmente genial, segundo por que ele é de um amigo querido, e acompanhamos o seu desenvolvimento passo a passo (e demos uma ajudinha de vez em quando, quando estava ao nosso alcance). Pois é, caixão de papelão. Por aqui brincamos o tempo todo com qual estampa queremos o nosso! O meu será todo colorido! (alguém tinha alguma dúvida??) Sim, por que além de ecológico, sustentável, resistente, e funcional (e mais barato que os de madeira), ele ainda pode ser customizado. Em um projeto inovador e ousado, o Carlos Roberto do Santos, em parceria com a Portes, desenvolveu - e começa a comercializar - caixões de papelão. Eles são extremamente resistentes, suportam até 250kg e podem, tranquilamente, se confundir com um de madeira. No mês passado eles fizeram sua primeira aparição (e utilização) pública. Foi realizado o primeiro enterro com a Bio Urna. Pois é, bacana, ousado, ecologicamente correto e… todo colorido. Podia ser melhor?

Uma vez em um show, a Marisa Monte disse, estimulando o público a cantarolar junto com os acordes, que sempre que uma multidão canta junto fica afinado. E que isso lhe dava esperança sobre a humanidade. Esse vídeo também me dá esperança sobre a humanidade. Milhares de pessoas que se mobilizam, se organizam, se inspiram e homenageiam alguém querido. Simples assim. Ninguém ganha nada além da sensação boa de homenagear e prestigiar alguém.
Cantar afinado é realmente lindo (e até um pouco inexplicável), mas milhares de pessoas que param uma rua, uma praça e dançam toda uma coreografia em memória de um ídolo, é incrível.
É isso, podemos nos organizar para cantar afinado, dançar no ritmo ou homenagear alguém. Podemos, juntos, fazer um monte de coisas boas ou ruins. É só escolher.


Pois é, dessa vez a notícia é a gente mesmo!
Uma delícia ver nossas coisas, nossas fotos, nossos acontecimentos e nossa cara em uma mala direta desse peso. Já recebi e-mails de amigos que estavam por aí, perdidos, e me acharam bem no meio das novidades da Tok&Stok. E isso é só uma parte de tudo o que isso é bom.
Vale a pena ver de novo ou ver pela primeira vez:
Designer: Sabrina Arini e Produtos Tok&Stok no MoMA de Nova Iorque.

Pouco a pouco venho descobrindo que eu era designer muito antes de ser designer realmente. Outro dia, na casa de uma amiga antiga, descobrimos essa foto que, nada mais é, do que um presente meu para um dos aniversários dela. Lembro-me de começar a pensar e preparar os aniversários muito antes deles acontecerem. Gostava de criar coisas inusitadas (muitas vezes eles continham algum tipo de guloseima) e eram sempre esteticamente pensados. Provavelmente os aniversários eram uma boa desculpa para botar toda a criatividade pra fora e a mão na massa. Sem restrições. Valia de tudo, valia o mais diferente. Até bermuda de comer.
Essa foto, segundo nossas contas, foi tirada em março de 1994… ou 5.

Sempre que tenho que falar da minha vida profissional falo sobre este cartaz, sobre o concurso e da experiência de morar um ano em Barcelona (algo que mudou minha vida toda - pessoal e profissionalmente). Outro dia pensei que nunca o publiquei por aqui, então aqui está. Foram esses pezinhos (eu os chamo, carinhosamente, de meus pés pretos) que me levaram até a cidade de Gaudí, até a encantadora capital da Catalunya. Me explico. (como dizem os espanhóis.)
Pois é, meu Brasil tem cor. Na verdade meu mundo todo tem. Ganhei o concurso promovido pelo IED (Istituto Europeu de Design) de Barcelona, onde a proposta era um cartaz sobre o Brasil. O título? O meu Brasil é com S. Pensei: E o meu? É colorido! E sim, falava das cores que saltam do cartaz (e dos meus trabalhos em geral), mas também do preto, das multiplicidades que vemos por aqui. Por isso, sim, o meu Brasil tem cor. Ainda bem. Inscrevi meu cartaz sem nenhuma pretensão ao primeiro prêmio. Sei que falar isso sempre parece um pouco conto de fadas (como quando as modelos dizem que não fazem regime!), mas é a mais pura verdade. Os 30 primeiros colocados iriam ter seu cartaz exposto no IED de Barcelona e eu já seria uma ganhadora se isso acontecesse. Mas a vida tinha outros planos pra mim, e um dia meu telefone tocou. Eu era a primeira colocada e partiria em três (!!) meses para essa cidade maravilhosa. E assim foi.


Acho que já podemos dizer que os produtos da Jaya! são conhecidos no mercado. O que pouca gente sabe é que qualquer um pode ter um produto (embalagem, site, papelaria, estampa e todo o leque delicioso que o design nos abre) by Jaya!, ou by Sabrina Arini. Já compartilhamos nossas cores e estilo com alguns clientes bem bacanas; Unilever (está no forno mais um!), Carol Martini, Hakuna Matata, Urban, Móbile Festas, entre outros. Mas confesso que quando a Sapataria Cometa sentou com a gente e pediu que reformulássemos seus rótulos, fiquei encantada. A Sapataria Cometa é uma loja de sapatos (que a maioria dos homens ao meu redor conhece bem) sofisticados e estritamente masculinos. Adorei o desafio. De todos os produtos que re-decoramos, o meu mais querido é a calçadeira. Uma idéia bárbara do dono da marca, modernizar algo tão clássico. E não é que ficou linda? Ela até virou o chamariz de uma campanha da empresa junto com a Abrale, em Abril, mês mundial de combate ao câncer. Chique demais!


Eu quero desenhar o mundo! Essa foi uma das frases precursoras da Jaya! Meu arquiteto sempre reclama que minha linha é extensa e diversa demais para caber em um stand. E eu sempre digo o mesmo: essa é a graça pra mim, é isso que me faz vir trabalhar todos os dias. Quero desenhar o mundo, quero estampar aquelas coisas que, por padrão, são as mais sem graça… Quero por a mão no mundo! Sem saber disso, a Casa Rima me convidou para criar estampas pra eles. Casa Rima é uma loja em Porto Alegre especializada em revestir o mundo. (pode?) Para criar as estampas, eles convidam designers do mundo todo e imprimem os desenhos em tecidos. Esses tecidos podem virar o que o cliente quiser: paredes, pufes, poltronas, futons, ombrelones, almofadas, colchas, cabeceiras, cúpulas, cortinas, sapatos até tecidos fundidos em placas de acrílico (!!). É, as vezes essas coisas realmente acontecem.
Por isso, em breve, estampa Jaya! na Casa Rima. Por enquanto, prestigio aqui o trabalho dessa designer super bacana que desenvolveu várias estampas para a Casa: Bianca Weber, uma designer carioca. Lindo, lindo, lindo!