
Já comentei por aqui o quanto acho divertido trabalhar em um predinho cheio de intercâmbios variados. Estava eu entrando no prédio na hora do almoço (horário que geralmente sou fisgada pelos donos do restaurante para um papo no meio do dia) e assim que entro ouço: Jaya! (nome esse que já me foi dado por diversos amigos. Sorry, mamys!) Estávamos esperando você chegar! Quando olho, vejo o Renato (Carioni - chefe do restaurante vizinho) terminando um desenho em uma folha de caderno que, segundo ele, era inspirado no meu trabalho (ele disse: Não é assim que você faz?) e feito especialmente para mim. E ainda dedicou: para Jaya! com amor, Renato. Podia ter hora de almoço melhor?

A feira acabou e as entregas começaram. Começou o tititi entre a gente, os lojistas e vendedores. São e-mails, telefonemas, perguntas, comentários. É super divertido.
Essa semana recebi uma ligação de uma cliente-amiga que comprou nossas latas de biscoito da sorte para a festa do filho, que completava cinco anos. Ela contou sobre a festa, as brincadeiras, mostrou as fotos (ela é dona de uma loja de brinquedos bacanérrima em São Paulo. Imagine o capricho da organização da festa do próprio filho!). Disse também que as crianças adoraram os biscoitos (que são uma delícia mesmo) e que também adoraram ler as frases de sorte de cada um deles. Resumo da ópera; não sobrou nenhum biscoitinho pra contar a história! Mas sobrou a foto da mesa, com nossas latinhas lá, participando do parabéns.


Cheguei em casa tarde da noite. Entrei na sala escura e, em cima da mesa, vi um plastiquinho reluzente. Era, enfim, a ansiada revista. Abri afoita. Rasquei o plástico como uma criança rasgaria o presente de natal. Sentada na cama folhei as páginas até encontrar. E não é que as minhas margaridas estavam mesmo lá? A história dessa matéria é até engraçada. A repórter da Casa Claudia um dia me escreveu em busca de um dos meus adesivos. Indiquei a ela algumas lojas e ela me responde: ninguém tem mais! Já fui a diversos lugares! E foi nessa busca que ela teve a idéia de comemorar a chegada da primavera com uma reportagem sobre designers que usam as flores em seus trabalhos. E foi por isso mesmo que eu não podia ficar de fora. Eu e minhas margaridas (podia ter chamada melhor?). Adorei tudo. A matéria, o dia das fotos, o pessoal da revista, a entrevista e todas as minhas margaridas encantadas nas paginas. Tudo de bom!

Entre os designers sempre existe o assunto cópia. Fala-se o muito sobre isso e sempre contam muitas histórias. Eu conheço algumas delas e já vi várias também (andando em Nova York é possível ver claramente a “inspiração” de muitos artistas brasileiros. Uma tristeza!). Mas, confesso, isso nunca tinha me acontecido. Eu nunca tinha sentido na pele essa sensação estranha (e um tanto raivosa) de ver sua idéia ali, com outra roupinha apenas. Tenho um amigo (que chamo de Mary Poppins, tamanha relação positiva que ele traça com o mundo e seus -trágicos- acontecimentos) que diz que a cópia sempre existiu e sempre irá existir e que isso é também (olha a leveza do ser!) sinal de sucesso. Então prefiro pensar assim, que nossa Monstroleta agora ganhou uma irmã torta e que isso significa apenas que ela se destacou tanto, que a copiaram. Estou pensando em fazer um curso com esse amigo. Ando precisando de porções de Mary Poppins por aqui.

É sempre bom quando vemos grandes empresas usando suas forças (e aqui falo sim de dinheiro, mas também do poder na mídia, poder de marca, o poder de formar opiniões e conscientizar pessoas. Tão ou mais importante que o dinheiro propriamente dito e, na maioria das vezes, diretamente ligado a ele). Por isso toda vez que a Unilever liga aqui pedindo mais um desenho para as Ecobags deles, ficamos super felizes. A gente adora fazer parte desse cuidado que eles têm com o planeta. E isso acontece desde o início da Jaya!, quando ela não tinha nem um escritório próprio ainda.
Esse é o ultimo desenho que fizemos para eles. É sempre uma brincadeira com os ícones do logo da empresa que, para minha surpresa, é todo explicadinho no site deles. Vale à pena espiar.