14 outubro 2009

Um ano depois

A história é verídica. Ano passado fiz um evento em uma loja bacana de São Paulo, nas vésperas do dia das crianças (adoro ver os pequenos agindo e interagindo com meus produtos). Era um sábado à tarde. Sentamos todos no chão e, com canetinhas e giz a mão, começamos a colorir maletas e bancos. Alguns pais estavam por ali para ajudar e incentivar os filhotes. Alguns, mais empolgados, foram dando uma mãozinha mais concreta na obra de arte do pequeno. No meio da tarde noto que um pai, bem mais empolgado, eu diria, está sentado na cadeira agarrado a uma Monstroleta e a várias canetinhas. Gosto de ver os pequenos brincando com meus produtos, mas acho um charme um adulto se encantar também. As horas foram passando, as crianças foram embora pouco a pouco. O evento estava programado para acabar as 19h00. Já passava um pouquinho do horário marcado, quando noto que as crianças já tinham saído dalí com suas obras de arte embaixo do braço, porém restava ainda um papai, agarrado a uma maleta. Olhei pra ele e disse: “Não acredito que eu terei que te expulsar!” - já expulsando o moço que, há quatro horas (!!!), pintava o papelão.

História real, contada a uma jornalista da Folha de São Paulo, que publicou a matéria no dia 11/10/2009. Um ano depois.

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário