


No fundo todo mundo é igual. Quem nunca ouviu a Fernanda Montenegro dizer que ainda fica com frio na barriga quando sobe ao palco? Ou que tem medo de não ter ninguém na platéia? Ou outro grande astro qualquer dizendo que tem medo de ler críticas, ou que se preocupa com a bilheteria da peça, do filme, da exposição? Outro dia, na palestra que comentei por aqui, ouvimos o dono da agência inglesa, que tem clientes dos sonhos como a BMW e Toyota, vibrar contando que estava desenvolvendo uma fonte que seria lida por (um número estrondoso qualquer) de pessoas. Lembro que comentei alto com os que me acompanhavam que, no fundo, todo mundo é igual. Mesmo os mais famosos e reconhecidos. Temos inseguranças, e um desejo implacável de termos nosso trabalho visto. É como fazer a diferença nesse mundo enorme que nos abriga. Há alguns meses fui convidada pela loja Imaginarte para fazer a vitrine de natal. Isso, na minha língua, significava uma arte by Sabrina Arini em tamanho GG e, no meio da rua! Foi o convite dos sonhos. Pois lá está. Minha arte extra large. Vale uma passadinha por lá, vai?
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Quero voltar a estudar. Faz algum tempo que esse espaço (mental) se abriu na minha vida. Sempre gostei de estudar. Sou de uma casa de intelectuais, onde o caminho para se entender as coisas era a sala de aula. Sinto falta daquele clima de aula noturna, onde todo mundo reservou aquela energiazinha extra para um dia um pouco mais comprido, para mais um evento na vida. Quero voltar a estudar. Porém isso implica em uma logística enorme, tanto de tempo, quanto de conta bancária. Por isso, enquanto não consigo equilibrar todos os pratos, tenho ido a palestras, cursos rápidos e se puder, escutado atrás da porta mesmo! Essa semana fomos a uma palestra sobre tipografia na ESPM (o bom filho a casa torna). A palestra era com o Bruno Maag, dono da Dalton Maag, empresa inglesa especializada em tipografia, responsável por criar fontes para BMW, Toyota, Puma, entre outras. A palestra era gratuita (!!) com tradução simultânea (a voz da tradutora era uma delícia! Queria que fosse pra casa comigo, ler histórias de dormir!). Já faz alguns anos que a ESPM tem uma parceria com a Miami ad School, uma escola de design com sede em vários países da América e Europa, e foi através dessa parceria que conseguiram trazer o Bruno. A palestra foi ótima, e falava sobre os ruídos da tipografia no nosso dia-a-dia visual. Era tudo o que eu queria ver e ouvir!
Visitem o site e o twitter da faculdade, lá está a programação de futuras palestras e acontecimentos. Vale a pena!
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Pelas minha contas, esse é o terceiro post que escrevo sobre cópia. O primeiro foi sobre a maleta. Uma cópia não muito bem feita e, talvez justamente por isso, foi uma dor suportável. O segundo foram os puffs de papelão importados por uma empresa que preza a inovação e o pioneirismo (mas acho que nem sempre dá pra fazer o novo então… a gente copia mesmo!). E hoje pela manhã fui informada por uma amiga sobre os bancos de papelão para colorir fabricados por uma empresa de presentes. Abri o link e… a reação foi unânime para todos os que mostrei. Choque total. Talvez por eles serem iguais em tudo o que isso pode significar. É um susto. Por que até para copiar as pessoas tem um certo trabalho, copiam uma idéia, os traços, mas não fazem o xerox do produto que já existe. Não nesse caso. E por mais que isso seja um assunto recorrente no meio, é sempre desconcertante ver o que as pessoas têm de pior estampado e sendo vendido por aí.
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Dizem que sou uma apaixonada por papelão. Na verdade sou apaixonada por boas, novas e inusitadas idéias. Gosto daquilo que ainda não foi dito, feito, escrito. Gosto de sair da rota, do script, do provável. Transformo o papelão em girafa, por exemplo. E gosto daqueles que fazem o mesmo. Na última feira Craft, a Auréilia, da A de Aurélia, lançou uma cozinha de papelão. O trabalho dela era todo em alumínio, com panelinhas, forminhas e kits culinários para as meninas de plantão. E, por que não (adoro essa pergunta) criar um cenário para a brincadeira? E, por que não, ele ser todinho de papelão? Como o porquê não, não existe, nasceu a cozinha da Aurélia em papelão (linda!), pronta pra receber todas as panelinhas e todas as histórias que as crianças queiram inventar. E… por que não mesmo?
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Outro dia mesmo comentava por aqui como, quando saímos da cama, não temos a menor idéia do que nos espera no dia que se segue (e na semana, no mês, no ano… etc..). Havíamos recebido o convite para a inauguração da exposição The Sign - design and crafts on stage, made in Lombardia, no Centro Cultural São Paulo. Design e Italiano? Vamos! Fechamos a portinha mais cedo e fomos - curiosos- espiar o que vinha do outro lado do oceano. Para a nossa (deliciosa) surpresa, veio uma exposição de design italiano, uma de instrumentos (belíssimos) italianos, um concerto de música (mais belíssima ainda) clássica com músicos renomados e - como não? -, também italianos, e um belo coquetel para acompanhar. Tudo isso com muitos italianos a nossa volta e com aquela língua generosa que é o italiano, flutuando pelo ar. Foi uma noite deliciosa, e também inesperada.
O evento de abertura era apenas para convidados, mas a programação do Centro permanece. Para os designers de plantão, a exposição The Sign vai até o dia 22 de Novembro. Para os que gostam de uma boa música, os concertos vão até o dia 14 desse mês. Os olhos e ouvidos agradecem.
The Sign - made in Lombardia
dal 10 al 22 Novembre 2009 / 10-20h
Centro Cultural São Paulo
Un’iniziativa di Regione Lombardia
Organizzato da Promos / Camera di Commercio di Milano
A cura di Dalia Gallico
In collaborazione con:
Associação Amigos do Centro Cultural São Paulo
Centro Cultural São Paulo
Prefeitura de São Paulo / Secretaria de Cultura
Prefeitura de São Paulo / Secretaria das Relações Internacionais
Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Agricultura
Associação Brasileira de Empresas de Design
Associação dos Designers de Produto
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A idéia da Jaya! vender apenas para lojistas é bacana em muitos aspectos. Mas o principal, para mim, é ter mais “alcance”, como eu chamo - quando vendemos para um lojista, isso significa, em potencial, vários consumidores finais. Adoro despachar nossos produtos para o Brasil todo. Quanto mais longe e mais improvável lugar, melhor. Mas como nada na vida é perfeito, o fato de não lidarmos com o cliente final, nos faz perder um pouco as reações das pessoas que realmente consomem nossos produtos. Outro dia, no shopping com uma amiga (consumidora das nossas carteiras), vi a vendedora de uma loja dizer: “Nossa, que linda! Tão colorida!” ao ver a carteira Noite, saltar da bolsa dela. Por esses dias recebi de outro amigo a seguinte história. Ele comprou a Centopéia para a sobrinha. Porém, o filho ficou enciumado, e acabou ganhando - antes da data- o Jacaré. O amigo entregou ao filhote as peças dele abertas, sem montar. O pequeno se deliciou um monte podendo construir seu próprio Jacaré e, não teve dúvida, quando pronto, colocou o novo amigo no lugar mais privilegiado do quarto; a sua cama! Afinal, lugar de Jacaré é na cama, né?
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Sempre penso que sair da cama todos os dias é um mergulho no escuro. O dia (a semana, o mês, o ano, a década, a vida, né?) começa e nunca sabemos como irá terminar. Acordamos e pensamos nas coisas que nos aguardam - trabalho, chefe, filho, aula, curso, compras, festa- mas não temos nem a certeza de que vamos estar presentes em todos os eventos do dia. É sempre uma surpresa. Talvez essa seja a graça, exatamente. Abrir uma empresa faz parte disso também. Abrir a portinha (como diz um amigo meu) e colocar os produtos na rua é sentir na pele o medo do mergulho sem luz. Aos poucos começamos a ouvir as pessoas comentarem o nosso trabalho, a procurarem por ele, e vai dando aquela sensação de que mergulhamos certo, ainda que sem saber o destino exato de tanto trabalho. Recebi esse texto da Limonada BIZ (agora também Limonadinha! Adorei!) e foi mais um passinho rumo à sensação de que estamos no caminho certo, ou melhor, no mergulho certo.
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Conheci o Pedro em um domingo ensolarado. Íamos rumo a uma praça arborizada de São Paulo. Um desses cantinhos da cidade em que entramos e até esquecemos que estamos em uma metrópole deste porte. Fazia calor e um dia lindo. Mas os dois tinham caído da cama cedinho para trabalhar. Conversa vai, conversa vem, descobri que ele havia estudado fotografia em Madri (já gostei, né?), estudado e trabalhado com cinema, fotografado para grandes revistas… e acabei curiosa. Entrei no site e descobri fotos lindas, com um olhar peculiar. Para mim, quem olha um buraco na parede e vê arte (e pode ser mesmo) merece o meu respeito.
(vá lá: www.pedroloes.com.br - arquitetura- Edifício Viaduto - foto 7).
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O propósito é bacana: “ensinar design para aqueles que são leigos no assunto!”. É assim que a designer Luiza Boaventura Mendonça define o objetivo de seu blog, o Orange Design. Eu sempre conto a história do meu primeiro trabalho como designer. Eu estava cursando Comunicação Social e havia acabado de desistir de uma agência de propaganda quando uma amiga me indicou uma agência de design. Lembro perfeitamente quando perguntei: mas o que é design? O que faz um designer? O que eu vou fazer nesse trabalho? E é por isso que acho bárbaro quando vejo pessoas que dedicam o seu tempo e talento para divulgar o design. Essa semana a Luiza me escolheu para rechear seu blog (que agora faz parte da lista de blogs sobre design e decoração no Casa.com.br (site da revista Casa Claudia e da Arquitetura e Construção!) com uma entrevista super bacana. Foi um prazer Luiza, e uma delícia!
Fica a dica: http://luorangedesign.blogspot.com/
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