No fundo todo mundo é igual. Quem nunca ouviu a Fernanda Montenegro dizer que ainda fica com frio na barriga quando sobe ao palco? Ou que tem medo de não ter ninguém na platéia? Ou outro grande astro qualquer dizendo que tem medo de ler críticas, ou que se preocupa com a bilheteria da peça, do filme, da exposição? Outro dia, na palestra que comentei por aqui, ouvimos o dono da agência inglesa, que tem clientes dos sonhos como a BMW e Toyota, vibrar contando que estava desenvolvendo uma fonte que seria lida por (um número estrondoso qualquer) de pessoas. Lembro que comentei alto com os que me acompanhavam que, no fundo, todo mundo é igual. Mesmo os mais famosos e reconhecidos. Temos inseguranças, e um desejo implacável de termos nosso trabalho visto. É como fazer a diferença nesse mundo enorme que nos abriga. Há alguns meses fui convidada pela loja Imaginarte para fazer a vitrine de natal. Isso, na minha língua, significava uma arte by Sabrina Arini em tamanho GG e, no meio da rua! Foi o convite dos sonhos. Pois lá está. Minha arte extra large. Vale uma passadinha por lá, vai?







