SPETO, reconhecido mundialmente como um dos maiores representantes da arte urbana, agora artista da ZOO PARADE 2!!
Veja o Making Of de Speto (fazendo essa tela) para a Campanha da OI “Eu Posso”

Outro dia comentei com o Raí que por aqui estávamos com todo o gás para fazer - mais e melhor- a ZOO PARADE 2. E é a mais pura verdade! Enquanto todo mundo está em clima de férias e festas, nós estamos ligados no 220V criando nossa cartela de artistas, entregando bancos, divulgando, pensando, bolando, e ficando cada vez mais animados com o time que estamos montando. Outro grande presente foi o famoso (e competente) fotógrafo Bob Wolfenson. Confesso que foi difícil selecionar as imagens para este post. Adoro tudo! E adoro tê-lo na nossa equipe! Seja bem vindo Bob!
Eu sei, parece conto de fadas. E sabemos bem que contos de fadas não acontecem para todo mundo. Sabemos das exceções que a vida nos impõe. Nem tudo de maravilhoso acontece o tempo todo. Mas existem coisas que nos inspiram, que nos fazem reagir mais e melhor a nossa (simples?) realidade. Wesley Roque da Silva é um morador da Vila Albertina, bairro onde, há dez anos, estabeleceu-se a Gol de Letra, Fundação do ex-jogador Raí e Leonardo. Wesley foi um dos muitos garotos ‘acolhidos’ pela fundação e um dos muitos que começou a experimentar mais da vida. Mais esporte, mais brincadeira, mais dança e mais, muito mais, pincel. Foi em uma aula com a voluntária e artista plástica Vanessa Pedote que o talento do morador daquela Vila se sobressaiu. Vanessa conta que percebeu logo que havia algo diferente nele, no seu traço. Ela dava referencias e ele ia atrás, querendo saber mais, entender aquele mundo. Com o direcionamento da experiente artista, Wesley pintou essa tela que ilustra o post. Essa tela que o craque Raí segura com orgulho. Essa tela que ficou exposta no Louvre, famoso e renomado museu de Paris. Isso mesmo. E ainda melhor, levaram ele até lá para ver tudo de perto (incluindo a cidade!). Eu sei, isso não acontece todo dia. Mas ainda assim, acontece. E quando acontece, ainda bem que estamos aqui para testemunhar.
A tela é linda, o trabalho inspirador e a transformação inevitável. Parabéns a Gol de Letra, ao Raí, a Vanessa Pedote e principalmente ao Wesley, que com seu próprio esforço foi agente transformador de sua própria história. Incrível
A sensação que temos por aqui é que a ZOO PARADE nunca parou. Evento acabado, e a vida -teoricamente - voltaria ao normal naquela terça-feira. Mas não. Mal havia começado o leilão da primeira versão e já havíamos nos comprometido com o Raí a organizar a segunda edição (ainda bem!). Logo após o evento, já começamos o troca-troca com a Raí10 e a Gol de Letra com as novas definições. E, pouco a pouco, estamos desenhando a nossa cartela de artistas-parceiros da ZOO PARADE 2. Esse ano conseguimos (além dos Irmãos Campana) a parceria com o estilista (estiloso) Ronaldo Fraga. Honra absoluta! Bem vindo ao time ZOO PARADE, Ronaldo!
A cena foi um pouco inusitada mesmo. No meio da Livraria da Vila, naquela segunda-feira chuvosa, eu converso calmamente com o craque Raí - que acabo de conhecer-, enquanto esperamos o leilão ZOO PARADE começar. Ele pede para conhecer os bancos e lá vou eu (como se apresentasse os próprios filhos) explicando um por um. Em pouco tempo ele olha pra mim com seriedade e diz: ‘Vamos fazer de novo? Isso é muito bacana, é um projeto maravilhoso! E olha esses bancos!’ Alguém poderia recusar? Eu, pelo menos, não. Para selar o compromisso, agora publicamente, ele sobe ao palco e diz a todos que esse evento deve continuar, deve ser uma constante e olha pra mim, como quem espera um consentimento, agora também público. Aceno ’sim’ com a cabeça, é claro. Um simples baixar e subir de cabeça e já (re) começamos tudo de novo. Mais artistas, mais idéias, mais vontade de fazer tudo acontecer. Por isso estamos aqui, agora em conjunto, organizando a ZOO PARADE 2. E, em pouco tempo, já tivemos a primeira conquista do projeto. Os irmãos - que são reconhecidos mundialmente pelo seu lindo trabalho - Fernando e Humberto Campana toparam fazer parte do TIME ZOO PARADE 2! Isso sim é começar com os dois pés direitos! Por isso, em parceria com a Gol de Letra, idealizada pelo Raí, organizado pela Jaya! e com a participação dos Irmãos Campana, ZOO PARADE 2 entrará no ar. Aguarde as cenas dos próximos capítulos.
Confesso que foi um ano turbulento. Os dias de janeiro começaram, e a vida caminhava e indicava uma direção - que me parecia amena, até. Mas a vida leva a gente, as coisas, nossos projetos, apostas e nunca sabemos bem pra onde. Há coisas que decidimos, planejamos e fazemos e há as ‘outras’. Aquelas que não sabemos como irão começar, acabar, ou exatamente que caminho irão percorrer (não sei porque, mas essas são sempre a maioria). Embora pensar que nossa vida dependa de tantas coisas que nos fogem ao controle seja (muito?) aflitivo, isso nos garante também vários caminhos inusitados (e, às vezes, maravilhosos!!) que não ousaríamos imaginar um dia. Esse ano a Jaya! teve muitas conquistas importantes. Muitas peças do quebra-cabeça se juntaram sem que pudéssemos entender muito bem o que estava acontecendo, muito menos a dimensão dos fatos, mas elas simplesmente se encaixaram com perfeição. Foram encontros, parcerias, projetos, produtos (por que não?) e muitas portas que se abriram. E os frutos para nós, agora, é fazer de novo, melhor, em conjunto. E deixar que as peças se encontrem e se encaixem novamente do jeito que tiver que ser. Feliz 2011.
Começa a montagem! Hoooras!!
O briefing era bastante atual; reciclagem. Recebi duas fotos como referencia do conceito de lojas bacanas de Londres. Geralmente gosto de receber briefing e, como eu digo, seguir a vida. Minha cabeça (e acho que a de todos os criativos) deixa aquelas informações ali, quietinhas, quase descansando. Um dia (e juro que isso não é história de pescador!), estou no ponto de ônibus rumo a mais um dia Jaya! em minha vida e penso: nossa, a vitrine da Imaginarte… e puft! Veio! Assim, prontinha e (também) quentinha. A imagem veio pronta! Uma fábrica de brinquedos que transforme uma coisa inusitada em outra, que recicle, que transforme. E veio também o traço; vai parecer o traço de uma criança, como se ela mesma tivesse desenhado, afinal é uma loja infantil. Pronto, daí foi só farra. Confesso que passei muitos sábados sozinha no escritório arrumando (ou seria desarrumando?) esse emaranhando. Mas me divertindo muito, pois podia tudo. É a fábrica maluca transformando lata em patinete. Ficou um charme! Passe lá para espiar: Imaginarte, r. Oscar Freire, 48.
Sábado à noite fui rumo ao Dalva e Dito, do Chef Alex Atala, onde ocorria mais um leilão beneficente, dessa vez em prol da Instituição AMOR POR FAVOR da artista plástica Vanessa Pedote. Nunca pensei que daria tanta risada em um leilão de arte. Grande parte do TIME ZOO PARADE estava ali; Vanessa Pedote, Raí, Reinaldo Marques e Biba Marques. O encontro, que já tinha sido mágico naquela segunda-feira chuvosa, foi ainda mais intenso nesse sábado de calor. Conheci a Vanessa na noite do Leilão ZOO PARADE, e foi amor à primeira vista. Simpática, artista de talento e com um trabalho sério e muito sincero com crianças com câncer e portadora do vírus HIV, fica difícil não gostar (muito) dela. O Raí foi amor a segunda vista (afinal, já tinha visto ele nas mídias da vida e sua cara me era… familiar?). Educado, bem humorado e completamente acessível, Raí parece que nem se lembra que é famoso e isso o torna ainda mais bacana e, preciso dizer, super divertido. O Reinaldo foi amor ao primeiro leilão. Tenho poucas palavras para descrever o trabalho dele, mas em um dado momento da noite, eu e o Raí decidimos que deveríamos leiloá-lo. Isso mesmo, pegamos o martelo e queríamos leiloar o leiloeiro, por que todo mundo queria levá-lo pra casa. Mas Biba, sua mulher incrível e cheia de energia boa (essa foi amor ao primeiro sorrisão que ela abriu pra mim), não estava disposta a viver sem o seu ‘Renozinho’, ainda que fosse para ajudar as crianças (certa ela!) e tivemos que abortar a missão. A noite flutuou entre a deliciosa comida do restaurante, uma musica boa e a energia contagiante do Reinaldo Marques que, mais uma vez, bateu o martelo por uma nobre causa. Vendido!
Adoro escrever no blog. Geralmente o post me vem assim, inteiro, e todo de uma vez na minha cabeça. Aí, é só redigir. Mas dessa vez nada melhor do que um relato em primeira pessoa. Biba Marques é casada com o ‘meu’ leiloeiro oficial Reinaldo Marques, que fez o leilão ZOO PARADE. No post do evento comento levemente a empreitada deles - que largaram o carro em uma rua qualquer e seguiram a pé em plena marginal chuvosa rumo ao shopping. Aqui ela conta detalhadamente a missão (quase) impossível. É imperdível!
Sou casada com o 007! Por Biba Marques
Segunda feira chuvosa, trânsito inestimável, final de tarde caótico na megalópole de São Paulo. Renozinho teve um dia agitado, agenda mais lotada que médico do plano. Chegou em casa para um banho rápido. Seu terno já o aguardava sobre nossa cama. A vitamina de banana com aveia e mel foi batida assim que ele entrou. Eu o aguardava pronta, só faltava passar o batom, não sem antes beija-lo. Foi possivel que meu amor se deitasse por 12min, deixei-o a sós. Silencio e quietude. Preces e consagração. Momento de trocar um chip pelo outro. Esta pausa é fundamental, nem que sejam poucos minutos. Aprendemos isto neste ano de 2010. O ano do aprendizado. REInaldo se levantou refeito e pronto. Dei o nó em sua gravata. Adoro o ritual dele se virando para que eu abaixe o colarinho. Fortalece nossos laços de parceria e sintonia. As borrifadas de perfume indicam que estamos prestes a sair. Nosso evento estava marcado as 18:30. A marginal era a rota para chegarmos ao shopping Cidade Jardim, na livraria da Vila, local de nosso leilão do dia. Seria quase uma reta de nossa casa até nosso destino. Sem contar com um transito extraordinário, jamais visto. Saímos contabilizando o tempo que seria gasto com o transito. Mas como diria aquela minha tia: -Vc se governa? Parece que todos na cidade estavam na marginal. Respiramos fundo. Oramos. A conversa fluía descontraída e os carros de certa maneira deslizavam no meio a chuva que aos poucos foi diminuindo. Numa fração de segundos erramos a entrada -tão habitual aos nossos caminhos- e pegamos sem querer a via expressa da Marginal. Vimos o Shopping Cidade Jardim ficar para trás. Ônibus e motos frenéticos buzinavam como se isso auxiliasse em alguma coisa. Tentamos entrar por uma rua que não tinha saída. Apesar da provação ambos estávamos calmos. Apreensivos, evidentemente mais diferente do que ficaríamos a algum tempo atrás. (…)
Um evento público, onde todos aguardavam a chegada do leiloeiro oficial para dar inicio, nós dois presos num transito sobrenatural e o próximo retorno nos faria voltar próximo a ponte da Cidade Jardim, ou seja - se estivéssemos num tabuleiro de jogo de criança seria assim: volte 10 casas e fique uma partida sem jogar. Enquanto nos dirigíamos em silencio até o retorno, ele avistou um posto de gasolina e disse vamos estacionar e iremos a pé. Falo em pelo menos uns 10 quarteirões, ainda que a marginal seja uma via expressa e não tenha esta divisão e medida, calculo que tenha sido mais ou menos isto. Decididos sem muito argumentar, estacionamos, ele me pediu que segurasse seu martelo. Preciso dizer que ostentava um salto 15cm!! Eu que não sou muito adepta ao gênero, faço mais estilo tênis e rasteirinha, estava prestes a fazer um rally paris dakkar de salto alto, na chuva fina do final de tarde de São Paulo. Bora, tração nas quatro que tinha chão. Contrariedade nem pensar! Tudo nos foi permitido que acontecesse, se aquilo era um teste, queríamos ser aprovados com louvor. Eu no meu modelito seda vermelho sangue, salto alto, saia lápis passeando de braços dados com minha carteira de croco red, braços dados com meu amor e o martelo na outra mão. Ainda bem que estava de óculos senão a maquiagem seria um borrão único. Numa dada hora da jornada enquanto olhava atenta ao chão esburacado para não cair, pensei que poderia patentear pára-brisas para óculos de grau. Bobagem. Seguimos adiante, os carros parados na marginal achavam um pouco insólito o casal naquela beca passeando a pé com um martelo na mão. Bom, aquilo que parece ser não é. Passamos pela favela, sentimos cheiro do churrasquinho, como era final de tarde, tinha o pessoal da obra deixando o serviço tomando aquela breja, com chuva e tudo. Olhos fixos no alvo. Lamaçal para ser atravessado, a construção imponente do shopping parecia se aproximar. O sapato de cromo alemão do moço pisava firme na via cheia de poças. Foi mais rápido do que supunha. Sabe aquela sensação de ter sido carregada nos ombros. Ontem eu fui. Não era possível termos andando tão rápido daquela maneira em tão pouco tempo, estar na chuva sem estar encharcada. Estávamos quase chegando. Cantei vitória internamente, dei um brado de alegria! Estávamos tão compenetrados no trajeto que não trocamos uma só palavra. Não tinha dado conta que o ultimo obstáculo era o mais intenso, nos aproximamos de uma ladeirinha mais acirrada e para atravessá-la um lodo de lama. Não seria possível passar de braços dados. Ele passou a frente. Eu escolhi ir pela rua. Chegamos os dois. Só que os sapatos…meu Deus. Subimos a ladeira, quase imperceptível aos olhos, mas real para as canelas! Sem contar que a lama e o barro estavam acumulados. Já teve esta sensação quando esta quase chegando, vem a parte mais difícil?! Sempre que vejo os africanos nas corridas da São Silvestre imagino que os últimos metros são os mais custosos.
Finalmente chegamos ao Shopping Cidade Jardim, mas o acesso aos pedestres -raros- tinha que dar uma volta imensa. Força e coragem, agora estávamos quase lá.Vamos combinar que ninguém vem a pé pela Marginal Tiete… Chegamos, Ufa!
O que mais me impressiona nos filmes do 007 é que tudo acontece com aquele personagem, as perseguições mirabolantes, ele gira, pula, corre e cai e seu figurino fica intacto, como se tivesse acabado de sair do banho exalando perfume fresco. Com aquela musiquinha tipica.
Com Renozinho foi assim também. Ele não parou um minuto. Continuamos andando pelos chiques corredores do Cidade Jardim, enquanto se aprumava. Tirou elegantemente seu terno, deu uma sacudidela -será que era impermeável o tal tecido e nunca percebi, tô brincando, claro!- tornou a vesti-lo. Continuou o passo apertado e eu com meu salto quinze seguindo ao seu lado. Não tão intacta quanto ele, mas acompanhando a batida.Quando subimos a escada rolante percebi ele inclinando os sapatos na escova que acompanhava todo o percurso dos degraus -eu nunca havia reparado estas cerdas providenciais em escada rolante nenhuma! - Se o seriado fosse outro Robin diria: -Santa Providencia Batman! Chegando ao último degrau ele estava pronto para o leilão!
blog Biba Marques: http://www.euaprendoenquantoensino.blogspot.com/
Pois é, depois de anos cuidando e entrando na casa das pessoas, chegou a hora do moço convidar-nos para entrar em sua própria casa. Sem bater. Marcelo Rosenbaum lançou ontem na galeria Zipper, em São Paulo, o livro “Entre sem Bater”, onde conta sobre a reforma de sua primeira morada. Já na primeira página do livro ele relata os primeiros sustos que a casa lhe deu assim que chegou. Problemas de encanamento, aquecimento, e outros tantos imprevistos que, confessa, o deixaram assustado. Aos poucos percebeu que precisava pedir licença para entrar na nova casa e, aos poucos, a energia da família foi tomando conta do, hoje encantador, espaço. O livro, além do relato honesto do autor, é lindo. Fotos incríveis de uma rotina familiar como qualquer outra, mas com um cenário, digamos, um pouco mais especial, ou pelo menos, com um designer especializado por detrás. Vale a pena visitá-lo.
Editora Abril Número de páginas: 240 páginas
Tamanho livro: 30 x 23 cm Preço: 90 reais
Onde Encontrar: Nas melhores livrarias do país e Loja Abril a partir de 03/12 - www.lojaabril.com.br