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21 março 2012

Sabrina Arini fala no vídeo da feira Craft Design!

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14 março 2012

Linha Pantone da Jaya! na Veja SP!

9 março 2012

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1 março 2012

Peripécias em Paris

Saí de Barcelona (Bcn, para os íntimos) sozinha e ia encontrar uma amiga no hotel. Eu tinha uma grande aflição; como chegaria ao hotel sozinha sem falar NADA de francês. Claro que algo ia dar errado - já diria a Uruca aqui!
Chego em Paris e ao sair do avião, consigo ver a neve (!!!!!!) caindo lá fora. Pego minha mala e lá vou eu em direção ao ônibus que me levaria a uma estação de trem. Saio do aeroporto e a neve me dá as boas vindas. Começo a rodar pelos inúmeros ônibus que cercam o aeroporto. Por pura SORTE (as Urucas às vezes tem sorte… acho que era a última do ano) encontro uma menina que fala comigo em francês. A minha primeira reação é uma cara de pânico e um leve balançar de cabeça, como quem diz: não, eu não entendo você, moça… E de repente ela me pergunta se falo espanhol -ela era espanhola, nascida em Bcn!!. Ufa! Uma espanhola que mora a três meses em Paris e FALA francês.
Grudo na menina e ela descobre o ônibus que devemos pegar e vamos o caminho todo conversando (nada mau para quem achava que ia chegar sozinha e muda em Paris!). Quando chego ao meu ponto, saio do ônibus e vou atrás da minha mala. Descubro que ela está em um compartimento -o único- que o moço que pega as malas não abriu. Chego perto dele e aponto aquela portinha onde estaria a minha mala. Ele olha pra mim e diz (eu acho) “esse aqui só abro no ponto final”. Eu, com a neve na cabeça e todo o meu francês, só consigo fazer uma cara de desespero pra ele. A partir daí ele já começa a falar um pouco mais alto comigo, mas como uma boa alma, abre a portinha da minha mala. Olho meio por cima e, claaaaaro, não vejo mala nenhuma. Começo a enfiar a cabeça dentro do compartimento das malas e vejo ela lá, bem no fundo, a ÚLTIMA, é claro! O homem, que antes falava levemente alto, começa a gritar todo o seu francês na minha cara. Eu, em total desespero, estendo a bolsa pra ele, como quem diz “segure aí meu filho, que eu vou entrar nesse compartimento e pegar a minha mala”. Bom, nesse momento o francês dele já estava no volume máximo e, não sei bem porque, mas a minha mímica de adentrar no compartimento deixou ele ainda mais nervoso e, a essa altura, eu estava inaugurando meus primeiros minutos em Paris sendo xingada, pra quem quisesse ouvir, em francês. Minha mãe diria nesse momento pra mim; “pelo menos você foi xingada em Paris, minha filha…”
Eu nunca tinha entendido muito bem essa loucura que as pessoas têm por Paris. Achava até um pouco de exagero… mas isso foi até dar o primeiro passeio pela cidade. Fica difícil descrever e talvez nem com as fotos dê pra ter a real dimensão do que é Paris. É, sem dúvida, uma das coisas mais lindas que já vi. Brincávamos que Paris é megalomaníaca ou então que o arquiteto tinha errado na escala, pois tudo é enorme. Ainda mais pra mim, que já estou a algum tempo em Barcelona, que é uma cidade linda, mas pequena e estreita, ficava embasbacada com o tamanho das coisas em Paris. Acho que o Louvre é maior que muitos bairros de Barcelona.
Isso tudo sem falar da Torre Eiffel. Fui ver a torre de perto no ultimo dia e, claro, chovia mundos de água. Minha amiga arriscou-se a me convencer de irmos para o hotel (ela já conhecia a torre) e eu disse não, fique aí -leia-se, em baixo de um toldo de restaurante- enquanto vou, na chuva mesmo, ver a torre. Essa era outra coisa que eu não entendia; a magia de uma torre. Mas assim que dei de cara com ela, entendi. Fiquei parada, na chuva olhando aquela imensa torre, linda de morrer.
Aliás, assim é Paris: Linda de morrer.

(texto retirado das ‘aventuras de Sabrina’, escrito em 2006, ano que viveu em Barcelona, ou Bcn, para os íntimos.)