10 agosto 2011

Bancos ZOO PARADE no MUNDO JAYA! - post by Gol de Letra

Foi lançado nessa semana o site Mundo Jaya!. Nele é possível comprar os bancos ZOO, customizados por artistas de diversas áreas, que terão toda renda revertida para a Fundação Gol de Letra!
Conheça a trajetória do banquinho que rodou o mundo, passou pelas mãos de grandes artistas, e agora pode ir parar na sua casa!
Em 2008, o Estúdio Jaya! Design criou os banquinhos ZOO, feitos 100% de papelão ondulado, estruturados apenas por encaixes e estampados com bichinhos para a criançada montar e colorir!
Em 2009, o MoMA de Nova Iorque gostou da idéia e comprou alguns banquinhos para vender nas suas lojas.
Em 2010, a Jaya! resolveu entregar o banquinho para artistas - como irmãos Campana, Orlando Guerreiro, 6emeiaFernanda Yamamoto - se colocarem no lugar das crianças e os personalizarem. Nasceu a ZOO Parade!
Em 2011, os banquinhos customizados ficaram expostos no MuBE, onde alguns foram leiloados em beneficio da Fundação Gol de Letra. Os outros estão disponíveis no Mundo Jaya. Conheça e participe!
Ah, e enquanto escrevíamos esse texto, descobrimos que este ano o banquinho foi para a shortlist do Cannes Lions Design, a lista com os finalistas do prêmio que é um dos mais renomados do cenário mundial

7 agosto 2011

MUNDO JAYA!

Costumo dizer que a Jaya! nasceu oficialmente na feira de decoração Craft Design, em 2008. Embora ela já existisse desde 2005, apenas três anos depois ela tomou a forma e a cara que tem hoje e, digamos assim, se tornou ‘oficial’. Nascemos então, em uma feira voltada para lojistas. E sempre achei isso um barato. Criamos coleções e vendemos para as mais diversas lojas, dos mais diversos lugares. Adoro. Com os anos de Jaya! e, conseqüentemente, com muitas coleções e muitos produtos sendo criados todos os anos, acabou ficando difícil para o consumidor final achar aquele produtinho que foi lançado em 2009, aquele que ele já procurou em diversas lojas e não encontrou, aquele que ele quer tanto e não pode mais comprar, pois não sabe exatamente a onde tem. Recebemos inúmeros pedidos de produtos que não estão mais nas lojas, e não tínhamos como os atendê-los (uma tristeza para a designer e dona da empresa. Como um cliente que quer nosso produto pode ficar sem ele? Não pode!). Por isso, decidimos reunir nossos produtos (todos os que ainda estão em linha) em uma loja virtual conceito da Jaya!. A idéia da empresa continua a mesma, vedemos para os lojistas e seguimos adorando isso! Apenas criamos mais uma ferramenta para aquele consumidor que busca um produto que as lojas já não vendem mais, e um lugar onde pudéssemos reunir todos os produtos da Jaya! e criar um MUNDO JAYA!, literalmente falando. E assim nasceu o mundojaya.com.br. Entre no nosso mundo e fique a vontade!

12 julho 2011

Protótipos pelas paredes

Dar entrevistas é algo muito engraçado. Pois embora a gente esteja revelando aquelas informações para o entrevistador que nos pergunta, na verdade, muitas vezes, estamos revelando (ou organizando) aquelas informações para nós mesmos. Acho que uma das primeiras vezes que tive esse sentimento engraçado de ter que ir buscar o fio da meada, organizar o sentido das coisas e perceber que, só agora que estou tendo que contar isso é que realmente estou “descobrindo” isso, foi com uma entrevista para a Tok&Stok. Fui matéria de uma revista on-line deles e tive que escrever um texto sobre minhas influencias e inspirações (além de um release sobre mim mesmo - nem vou comentar o poder de auto-análise desse textinho). Sentei na cadeira (e fui arrebatada por essa sensação de que até ali, aquela resposta não existia ainda, nem na minha cabeça) e comecei a juntar os pauzinhos. Fui atrás da minha história e ‘descobri’ (aceito sugestões para uma palavra melhor) que desde pequena, em casa, fomos estimuladas a fazer coisas inusitadas. Lembrei que moramos em uma casa, certa vez, que tinha as paredes pintadas com uma tinta plástica, eu acho, e era possível que a gente desenhasse pela casa toda, de giz e depois apagasse sem nenhum dano ou marcas nas paredes. Pois bem, em todos os aniversários desenhávamos mensagens de parabéns pela casa toda (nós, as ‘crianças’ da casa, mas os adultos também!). Lembro que eu usava as paredes de lousa, quando precisava estudar. Lembro que em algum momento eu e uma de minhas irmãs decidimos enfeitar o nosso quarto, escrivaninha e nossa porta de vidro. Dito e feito. Os adultos de casa gostavam e estimulavam isso. Todas as paredes dos meus quartos sempre foram recheadas com aquilo que eu mais gostava. Lembro que quando arrumei uma casinha fixa em Barcelona, precisei ficar até as cinco horas da manhã colando coisas pelas paredes, para aquele, enfim, virar o meu quarto mesmo. Pois bem, cresci (e hoje as paredes da minha casa tem coisas por todos os lados, obvio) e parede pra mim é muito mais do que apenas um limite de território. É quase um documento em branco do Illustrator. Por isso outro dia me dei conta de todos os protótipos e provas que foram parar… nas paredes! Tudo o que chega por aqui (e é bacana, claro) vai para a parede da Jaya!. Tenho tampa de garrafa térmica, pedaços de stand, banner da ZOO PARADE, protótipos de produtos em produção, pedaços de adesivos de latas… um mundo de coisas que contam a história do que vem acontecendo por aqui nos últimos tempos. E um pouco da minha história familiar também, como não poderia deixar de ser.

27 junho 2011

Prêmio TOP XXI

Sabrina Arini finalista na categora Novos Talentos

Nosso nome na plaquinha! De novo!

As peças finalistas

Nossa Girafa e Centopéia representando a gente!

TOP XXI

Marcelo Rosenbaum prestigia o evento, e leva o premio!

Equipe Fiat

Apoio ao Design Brasileiro!

Nós no catálogo!

Imagem de Amostra do You Tube

Não sei se já contei isso por aqui, mas caí no design quase sem querer. Posso dizer que tropecei nele, literalmente. Depois de um trabalho de um ano em uma agência de publicidade, havia decidido que não era exatamente aquilo que eu queria fazer pelo resto da vida. Mas (como sempre ocorre nas crises de qualquer ordem) não tinha resposta para nenhuma pergunta, apenas sabia que não era aquilo que queria fazer. Saí da agência e procurava algum outro trabalho, sem nenhuma clareza. Um dia uma de minhas maiores amigas me liga e diz: Sá (antes de eu chamar Jaya!, claro), tenho uma amiga que trabalha em um escritório de design e eles estão precisando de uma estagiária (eu ainda cursava a faculdade), você não quer mandar seu curriculum? Eu apenas disse: Design, o que é isso? Ela não sabia me explicar direito, mas me mandou ir lá e ver o que era, pois ela sabia que tinha algo a ver com criação. Sim, minha entrada no design foi completamente (e literalmente) no escuro. Entendi e aprendi o que é design dentro (dessa) agencia de design, com a mão totalmente na massa, e foi amor a primeira semana! Lembro (e essa é uma história clássica entre os mais íntimos) que a minha chefe uma vez me disse: Sabrina, vamos fazer uma linha de cadernos. Você pode começar? Tentei fortemente disfarçar a minha cara de total pânico (duvido que tenha conseguido) e pensei: Como assim, uma linha de cadernos? Eu não tinha a menor idéia por onde começar e me lembro de chorar horrores em casa, apavorada com tudo aquilo que eu ainda não sabia. Mas aos poucos fui entendendo e aquele leque de possibilidades (um dia cadernos, outro dia embalagens, depois anúncios, depois revistas…) era mesmo tudo o que eu queria. Por isso, devido a minha entrada completamente leiga no terreno (se eu soubesse o que era design naquela época, poderia ter feito outras escolhas), acho incrível todo e qualquer esforço para tornar o design mais conhecido, reconhecido e compreendido (hoje, minha faculdade tem até curso de design, o que já fala da melhoria dos tempos).
No meio da minha carreira de Designer (devidamente agradecida a amiga querida e a ex-chefe, que me ensinou muito do que sei), fui indicada ao premio TOP XXI Design Brasil realizado pela respeitada revista Arc Design, na categoria novos talentos. Incrivelmente lisonjeada com a indicação e o fato de ter sido uma das finalistas, fomos conferir a entrega do premio, que contava com grandes nomes do design.  Mas, mais do que isso, fomos ver um evento totalmente voltado para o design (a premiação era dentro do Salão Design, que acontecia simultaneamente com o São Paulo Fashion Week - uma tentativa, creio eu, de tornar o design mais familiar e até um aliado a moda, o que é mesmo, na minha opinião). Ainda que eu ache que temos um caminho longo para percorrer, fiquei extremamente orgulhosa de ver um evento onde o design era o personagem principal, e também o grande premiado da noite.

24 junho 2011

Em breve!

21 junho 2011

banco ZOO no shortlist de CANNES!

Às vezes eu acho a vida muito engraçada. A Jaya! mora em um predinho de 3 andares. E, logo embaixo dela, mora o Cosí - restaurante do famoso chef Renato Carioni. O meu sobe e desce diário me rendeu boas pernas, mas também bons encontros, como com os donos do restaurante e, pasmem, os amigos deles. Já passei noites de vinho e risadas por aqui e conheci um dos melhores amigos do Renato (além da mulher, filhos, sogra…), o diretor de criação da agência Giovanni+Draftfcb. Mais ‘biônico’ que eu, ele processa mil idéias por segundo, e joga todas elas na mesa, para quem souber ouvir e aproveitar. Foi em um desses encontros gostosos que criamos a ZOO PARADE. Sim, ele foi o publicitário que lapidou comigo essa idéia e até hoje se surpreende com o que fiz com ela. Recebo e-mails dele dizendo: ‘Dona Jaya! (já desencanei de chamar Sabrina) eu não acredito!!’ Adoro. Pois em mais um desses encontros ele me propôs inscrever o famoso banco ZOO (que a sua filhota já tem uma coleção!) em prêmios que a Giovanni costuma participar. Eles entrariam com toda a parte logística, financeira e burocrática do premio, e eu entraria com as peças (caso selecionado), meu nome e nome da Jaya!. Fechado, disse eu. Pois hoje um amigo querido (que vive nesse mundo de prêmios mais do que eu) me ligou cedo dizendo que meu bichinho (ou seria banquinho?) estava no Short List de Cannes! Eu: ‘O que??’ Fiquei meio confusa (leiga no assunto, confesso), mas meu amigo rapidamente me deu a dimensão do que se trata: Querida, inscreveram mil, e selecionaram 10; o seu é um deles. OK, entendi a importância e me enchi de orgulho. Corri para o computador mais próximo para ver meu nominho lá, na pagina de Cannes. Incrível essa vida.

20 junho 2011

Yogini e Jaya!

A Jaya! nasceu em uma sala de Yoga. Éramos três alunas de uma escola pequena e gostosa em Pinheiros. A primeira ‘coleção’ (se é que posso chamar de coleção) da Jaya! foi uma linha de camisetas com a temática yogue. Depois de quatro anos a equipe de uma das marcas brasileiras mais conceituadas de roupas para práticas (e agora com uma linha linda de casual também), procurou a gente para desenvolvermos produtos para eles. A parceria deu tão certo que, hoje, cuidamos de toda a parte de direção de arte da marca Yogini. Delícia! A marca acaba de inaugurar uma loja exclusiva no Shopping Morumbi (antes as peças só eram encontradas nas lojas Bayard). E lá fomos nós, agora nos sentindo da equipe, conferir o novo canto delas! Vale a pena visitar e se deliciar nesse mundo macio (cada tecido!!) e cheio de conforto.

15 junho 2011

Yogini by Jaya!

Sempre que começo a falar algo (qualquer coisa) sobre a Jaya! digo primeiro: “A Jaya! é um estúdio de design com uma linha própria de produtos…” Pois assim é. Entre nossos traços e coloridos (e acrílicos, papelão, tecido, vinil, latas entre (muitos) outros) também prestamos serviços de design para empresas. Esse é um filhote recente, um anúncio de revista da marca Yogini que está se reposicionando no mercado (com a direção de arte da Jaya!). E acaba de abrir sua primeira loja exclusiva no Shopping Morumbi (antes só era possível comprar suas peças nas lojas da Bayard). Estamos fazendo muitas coisas juntas, e aos poucos vou colocando por aqui.

9 junho 2011

(Im)possível

Imagem de Amostra do You Tube

Imagem de Amostra do You Tube

Imagem de Amostra do You Tube

Imagem de Amostra do You Tube

O impossível pra mim não existe. Os (bem) próximos a mim já me ouviram dizer isso em algum momento. Não, isso não é nenhuma crise de mulher maravilha nem de narcisismo desenfreado. É apenas que, decidida de algo, não meço esforços para fazer aquilo acontecer, literalmente falando. E isso também não é um discurso politicamente correto, pois geralmente essa pequena frase me causa inúmeros… desconfortos? O fato é que me entrego aos meus projetos com tudo o que tenho (às vezes com o que não tenho também, mas isso é assunto para um outro post). O problema maior é que preciso acrescentar algumas letrinhas nessa frase que sempre guiou minha vida. Dentro daquilo que eu posso controlar e está ao meu alcance, nada é impossível (mas na verdade ando repensando isso também. Sempre bom revermos conceitos em uma certa época da vida). Lembro sempre de uma fala da Julia Roberts interpretando a determinada Erin Brockovich no filme que leva seu nome. Em algum momento ela diz ao advogado que trabalha com ela (quando ele cisma em afirmar que aquilo - uma decisão qualquer) não era pessoal. Ela, aos berros, como era de costume, diz a ele que se todo aquele trabalho, àquelas horas longes dos filhos, dos amigos queridos, do empenho, das noites acordada (…), se tudo aquilo não era pessoal, ela não sabia mais o que era.

O Leilão ZOO PARADE 2 aconteceu no dia 07/06/2011. Foi a segunda versão do evento que aconteceu em Novembro, em um dia caótico em São Paulo. Marcamos em um dia de inverno, desses em que o ar está seco, de tanto que falta chuva. O dia amanheceu quente, para uma seqüência de dias e semanas de um frio de rachar. Lembro que quando cheguei ao MuBE vi algumas esculturas deles (que ficam na parte externa) ao chão, arrebatadas pelo vento (quente) e forte. Enquanto preparávamos as coisas para o evento daquela noite, ouvi boatos que chovia. Aquilo, honestamente, não me impactou. No inverno chove leve e pouco. As 18h50 (o evento estava programado para as 19h) meu telefone toca. Era o Raí contando que estava saindo de casa, mas que chovia muito e estavam caindo árvores e que ele simplesmente não acreditava no que estava acontecendo (de novo). Trocamos alguns desabafos sobre estarmos passando por isso novamente e desligamos, com ele dizendo que estava a caminho, apesar das árvores. Desligo o telefone e anuncio a situação para os parceiros, que chegaram antes do caos se instaurar (de novo, preciso dizer?) na cidade.

Depois de muita conversa entre os organizadores, ficou decidido que íamos leiloar apenas alguns bancos (em respeito aos (poucos) presentes que atravessaram a cidade em caos para chegar, ao leiloeiro e ao evento), mas o restante seria (será) leiloado de outra forma, ainda não definida.

Ainda assim, subimos ao palco (eu, Raí e o indescritível Reinaldo) e leiloamos incríveis 7 bancos, devidamente arrematados pela platéia animada.

Voltei pra casa com um misto de sensações que ainda não consigo explicar. Por mais que o evento tenha sido gostoso, os amigos presentes sempre deliciosamente bem vindos e as muitas risadas que demos pra lá e pra cá do auditório do MuBE, apenas consigo pensar que por mais que faça o (im)possível acontecer, existe uma parcela muito grande da vida e das coisas que não controlo e não decido. Por isso, em mais um Leilão ZOO PARADE chove torrencialmente, mesmo que a gente tenha feito mais que o possível para ele acontecer.

3 junho 2011

Ao mundo pertence

Talvez isso seja mesmo um pouco clichê. Mas (e sempre digo isso por aqui) os clichês têm alguma razão para existir - e serem um clichê. Geralmente é uma verdade tantas vezes repetida (óbvia?) que dá aquela sensação de que nem precisamos mais ouvir e/ou dizer. ‘Os filhos são para o mundo’. Cresci ouvindo minha mãe dizer isso e, logo cedo -assim que comecei a fazer produtos- senti na pele. Sim, nossos filhos (de qualquer ordem) são, e devem ser, para o mundo. Na verdade é isso que mais gosto de ver nos filhos que ponho no mundo. Gosto que meus produtos ganhem vida em outra casa, novas histórias e utilidades (já contei que uma cliente me disse que meus porta-shampoos ficariam ótimos na cozinha, como porta talheres?).  Pois é, pôs no mundo, ao mundo pertence. Vejo assim a (minha?) ZOO PARADE. Já contei por aqui a minha satisfação de ver as pessoas envolvidas no (meu?) evento, na minha idéia. Mas quanto mais a ZOO PARADE amadurece, mais ela cresce e ganha o mundo. Em uma parceria com outra empresa (a Kapa + Ecoembalagens) o projeto ganhou lindas bolsas feitas de tecido pet e com cara de ZOO PARADE. Lembro que, sentada na reunião para a definição desse primeiro produto ZOO PARADE, olhava as parceiras (uma legião de mulheres!) e pensava - satisfeita- que mais um filho meu ganhou o mundo e ganhará novas formas. Eu simplesmente me sinto realizada.

Sacolas Zoo Parade 2, feitas com tecido reciclado de fios de garrafas PET - com 49% fios de garrafas pet recicladas e 51% fios de algodão. Matéria prima produzida com garrafas PET coletadas por catadores de lixo, que têm nesse trabalho sua principal fonte de renda. 100% da renda arrecadada com a venda da bolsa será revertida para a Fundação Gol de Letra.

A primeira edição está esgotada, mas jájá tem mais!

Interessados entrem em contato por zooparade@jayadesign.com.br